O tempo, tempo, esse tempo.

outubro 30, 2012


 Os olhos impregnados da tua imagem, do teu ser, do teu cheiro. A vida pacata cheia de tu. Tu. Tu.
Eu passeei pelas frestras do teu corpo e me esqueci dentro. Deixei a carne crua das minhas coxas tremerem na tua presença. Me queimei.
 E então o tempo veio e me empertigou. Fez o vento criar-te entre ele e levá-lo pra longe.
 Ainda escuto tua voz.
 Ainda vejo tua silhueta.
 Mas nada nela me atrai agora, nada no som profundo, nada no sussurro interno, nada me atrai.
 Nem o teu sorriso...
 
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