Induzindo-me

março 19, 2012

No meu peito há um fecho. Abri-o algumas vezes durante essas semanas passadas, mais para guardar do que para tirar coisas de lá. Tive encontros e desencontros, até dentro de mim mesma. O silêncio que me circulava, que me circula, me acalentou, fazendo rupturas na pele, me fazendo sorrir.
 Eu amei. Eu me rendi. Eu me desatei. Eu me prendi. A noite pareceu pequena em relação aos nossos dedos entrelaçados. E aquele sorriso no meio da escuridão me pareceu o certo, me pareceu ser aquilo que realmente era pra ser. Eu tive você, e foi você que eu guardei em meu peito.
 Os dias se tornaram estáveis, o meu semblante anuviou-se e eu pude então perceber que podia ser, deveria ser. Só que me recusei a ver os sinais que me eram tão claros, colocando como sempre minha auto-estima pra baixo, mesmo sabendo o quanto sou.
 A realidade cortante das tuas palavras sinceras numa noite dessas, me trouxe um pouco de luz nessa escuridão que me tomava. Meu bem, eu só queria você do lado, meu bem, eu só queria que você abrisse um sorriso e me contasse tudo. Não nesse joguinho lá e cá, onde nem eu percebi a chance passar. Eu queria ter você, apenas isso. E ainda quero.
 Me sinto completamente ferrada com toda essa coisa que pulsa em meu peito. Eu melhorei? Em relação àquele feriado? E eu queria que esses enigmas que insistimos em jogar um na cara do outro, parasse, só pra eu poder olhar bem nos teus olhos e beijar tua boca, só pra isso. Porque pra mim, você seria minha realidade.
 E para, pelo amor de Deus, para com todo aquele melodrama. Eu estou aqui, e quero você aqui.
 
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