There is nothing to be done

dezembro 06, 2011


 Again, again, again.
 Acho que o ciclo do ir e vir me bateu de frente. Talvez despejando toda aquela confusão que eu arrastei pra debaixo do tapete. Perdeu a graça. A carcaça que eu guardo na porta do guarda-roupa apodreceu. Caiu. Me quebrou.
 Eu deveria ter trancafiado a porcaria do pulso latejante. Ou ter amarrado no saco plástico e sufocado a ternura.Aí sim, eu estaria agora tendo sucesso na inspiração, na não falta. No desejo do anti-desejo. Bem isso. Bem confuso. Bem não sendo eu de novo.
 Mas tudo que vai, volta. E minha cabeça dói. Os pés sujos, entortam. As mãos inquietas sofrem. O silêncio calejante invade. Ou seria um silêncio malicioso, que acaricia levemente?
 Eu nem sei mais o que falar pra todos. Sobre os elogios, as críticas e os tantos "que que você tem?". Quer saber o que eu tenho? Vai lá no meio da rua, e fica lá, sente o medo e a esperança te impulsando a correr, te desviando...mas antes de ir, olha pro céu...Então você me diz. Mas, pra resumir, tanto faz.
 O mês começa, um ano termina, e eu continuo com as mesmas lembranças, com lembranças mais novas. E novamente feridas antigas se abrem. Novamente tudo parece quieto e agitado ao mesmo tempo. Tudo parece ter sido eu. E não eu. 
 De novo. O ciclo.
 De novo. O silêncio.
 
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