Sempre do mesmo jeito.

outubro 30, 2010

Mais uma vez. Ela se foi, e só um bilhete ficou em seu lugar. Eu acordo e o quarto está sempre vazio.
 - Isso não é sério Douglas, não viaja. - é o que ela sempre diz, sorrindo e me puxando para seus braços. E eu continuo cedendo. Mais uma vez.
Leio o que está escrito, como  sempre ela diz que adorou a noite, mas não está aqui para, comigo, contemplar o dia. Ela nunca está.
Devagar lembro da noite passada, ela estava com um salto alto, que a deixou tão sem jeito, vestia uma blusa larga e um short jeans curto.Bruna, sorri lentamente, perguntando como foi meu dia e dizendo como foi o dela.
 - Chato, como sempre. - ela diz, já tirando a sandália, massageia levemente os pés e olha pra mim. - Você está bonito hoje. - comenta, e começa a olhar ao redor. Vai ao espelho,encarando o lápis que escorre de seus olhos, retira o excesso e sorri novamente pra mim, eu , completamente sem jeito, devolvo um meio sorriso, ela suspira.
 - Sempre o mesmo. Douglas quando você vai parar de agir assim? - eu a encaro de uma maneira confusa. Assim como? penso. Lentamente ela me beija e é sempre assim, sempre do mesmo jeito.

Jogo o bilhete na cama. O sol invadia meu quarto. Já era tarde. Suspirei. Volto, e leio novamente o bilhete.
"Ótima noite Douglas,adorei, já sinto saudades. Vê se não perde a hora. Seu trabalho. sacas?! Ah, um beijo e até de noite, novamente. Bruna (: " 
Lentamente rasgo e jogo no chão, sabendo que de noite ainda estaria ali. Me preparo para o trabalho, mais um dia, mais uma rotina.

A campainha toca. É ela, agora está com um vestido florido e um all star vermelho. Ela ri, suas bochechas ficam ruborizadas pelo esforço. Ela me abraça forte. Trouxe um filme, um musical. Moulin Rouge, tem na capa. Eu esboço um sorriso, demonstrando que gostei, mas já sabendo que não seria tudo isso. Fecho a porta.

O filme acaba. Ela chora em meu ombro, dizendo "Que linda história de amor". E as lágrimas escorrem em seu rosto, manchando seus olhos da maquiagem pesada que sempre usa. Eu apenas digo "É só um filme".E passo meu braço em sua cintura. E aquele momento acaba. Ela me beija, e tudo acontece outra vez. O amor, o desejo e de manhã, mais um bilhete. O mesmo bilhete...
Pauta para o projeto Bloínquês. Edição Visual.  Espero que gostem :* e lembrando, esse conto é ficcional, baseado(apenas) na imagem, aqui encontrada.  Nota:9,6

Meu adeus.

outubro 28, 2010

Você está aqui, agora,
mas eu terei que ir.
Não voltarei.
Por isso o meu adeus.


É difícil olhar seu rosto e dizer algo desse tipo.
Mais uma despedida.
Pra você. Pra mim.


É duro pensar que é a última vez para nós.
Depois de tudo, esse vai ser o nosso fim.


Que a felicidade te encontre.
Que você se torne o que tanto quer.
Mas eu preciso ir.
Preciso me encontrar.
E dessa maneira te deixo...
Adeus.


Inspirado, totalmente na música Goodbye da Jessica Lowndes. Indico. :)

Nosso verão

outubro 25, 2010

 Dez horas da manhã. Você está deitado ao meu lado. Seu cabelo bagunçado, está refletido pelo sol.
 Uma respiração calma.
 Algumas rugas saltam do canto de seus olhos. São  lindas.
 Vejo seu peito subir e descer. Seus músculos relaxados te deixam tão gentil. É hora de levantar.
 Temos a praia, o lago, a trilha e o mar.
 Devagar saio da cama e visto meu bíquini. É verão, férias e estamos juntos.
 - Bom dia. - você diz em meu ouvido. Uma onda de arrepios atinge-me.
 - Bom dia. - respondo. Virando-me e lhe dando um beijo na boca. Tão doce.
 Você veste um calção folgado, ressaltando os músculos do seu quadril. Sua beleza me excita.
 - Pronta? - você pergunta. Sorrindo e com uma mochila sobre o ombro.
 - Ok. Tudo por você. - rapidamente visto um short e calço meu tênis.
 Você preferiu a trilha.

O suor pingava em meu corpo. Estava cansada, mas você ainda sorria.
 - Estamos perto? - pergunto, sem fôlego.
 - Sim. - você responde e segura minha mão.


 A visão que tive parecia o paraíso. A natureza sempre é tão bela.
 O sol já estava alto e o vento quente batia em nossa pele, queimando-a. Avistei o lago e frenética, corri. Tirei rapidamente o tênis.
 A água estava fria. Meu riso ecoou e então vi seus olhos. Eles brilhavam como de um menino.
 - É verão. - eu grito e você sorri. Entra no lago, nada em minha direção.
 - Sim, é verão. - sussurra e lentamente me beija. Rimos e como duas crianças brincamos no lago.
 O verão faz isso com a gente...


Pauta para o Projeto Bloínquês. Ed. Visual
Nota :9,73

Meu alguém.

outubro 22, 2010

Pego sua mão, silenciando nossa conversa.
Elas suam juntas e eu rio, de você. De mim.
Seguro seu rosto, acariciando suas feições.
A beleza consiste em sua pele, sussurrando uma melodia própria.
Seus olhos tristes me encaram, nossas conversas se formam em algo sólido, próprio.
Meu melhor amigo. Meu vício. Meu amor. Meu terror. Minha maior preocupação.
Te beijo de leve e coro. Eu te amo...
Te amo, quero repetir.
- Nos vemos amanhã? - você pergunta.
- É... Te vejo nos meus sonhos. - respondo.
- Até amanhã.- você diz. Não liga, se retira, e eu fico aqui.
Meu melhor amigo.
Será que sou apaixonada por ti?

As 10 coisas ...

outubro 19, 2010

(Revisado)
   Me pediram para enumerar as 10 coisas, razões que tive para odiar ele. Bom, é simples.
  A primeira é que ele se tornou algo surreal, tão surreal que não posso tocá-lo, e essa é a segunda razão. Terceiro, ele não me liga mais, noites e noites eu esperava ouvir sua voz, e então, de um dia para o outro, sumiu, não me ligou, saiu do mapa.
  Quarto, a maldita voz dele, melodia incontestável que me seduzia, eu não a escuto mais. Quinta, o sorriso, eu odeio ele, de um modo que se eu contasse, seus pais se assustariam.
  Sexto motivo, as aulas, é, ele não senta mais ao meu lado, isso me irrita. Sabe por quê? Porque agora eu virei uma nerd, e ele sabe que eu não sou assim. Sétimo, eu simplesmente odeio as gírias bregas dele, deixam-o de um modo geral um pouco rudimentar e um garoto velho. Oitavo, o modo como agora trata os pais dele. Eles o amam sabia? Mas ele os ignora, anda inerte, afogado, não fala mais.
  Nona coisa, ele está aí, deitadinho e calado agora e não me ouve, até parece que esse caixão é melhor que os meus braços. Era para ele está aqui, rindo comigo dessas babaquices de 10 coisas que odeio em você.
  Décima e a pior coisa que odeio nele é que eu ainda o amo e mesmo não querendo sinto falta. Isso faz mal pra mim, porque em cada minuto eu enumero as razões que fazem-me o odiar. Agora, posso dizer mais uma?! Ele não está aqui...
   Dizem que a paixão é que dá os motivos para amar ou odiar, mas nem sempre é a paixão, o amor, a inveja, o ódio puro, a ausência, os sentimentos em geral, eles fazem com que não só enumeremos as razões para amar ou odiar, mas nos faz pensar e refletir em todas as histórias vividas. Resolvi contar algo não pessoal, mas que se torna real, o ódio no amor e na ausência. E entendam que o poder do amor vai além da morte ou da dor. Repensem suas ações antes de se arrepender. Reflitam.


Pauta para o projeto Bloínquês . Ed. Opinativa
(P.s. Primeira vez participando dessa edição, então não sei bem como é, maas, espero que gostem da minha participação :))
Nota: 9,75

Já faz tempo.Eu sei.

outubro 17, 2010

 Fortaleza. 07 de Setembro de 2010.

      Fui visitar você ontem a noite, encontrei algumas tulipas em seu espaço. Não eram minhas se quer saber.
      Vi um dos seus filhos hoje. Ele está tão bem, mesmo não demonstrando, eu sei que mesmo assim sente sua falta.
      Tio, não fui uma sobrinha muita próxima, mas já fazem cinco anos hoje, que não está aqui, devo admitir que sinto sua falta. Eu me lembro tão bem da última vez que o vi. Estava tão calmo saboreando seu sorvete e rindo com sua mãe, minha avó. Naquela mesma noite soubemos do seu pior erro, transformou sua vida em morte. Eu quis chorar. Vi lágrimas por todos os lados, mas não saia nenhuma de mim. Eu não o conhecia bem, seria por isso?
      Vi você deitado em um caixão, olhei seus olhos, estavam distantes, perdidos, cheios de escuridão. Hoje, escrevendo essa carta, sinto as lágrimas apertarem minha garganta, as lágrimas que eu devia ter derramado por você. Você sabe que amo seus filhos, meus primos, mas isso não impede as escolhas deles, você deveria está aqui, cuidando deles. Por que fez isso com você?
     Deixarei essa carta entre as tulipas, para que assim você possa lê-la e ver que eu me lembro de você.
     Abraços, de sua sobrinha, Elania.
P.s. Poderia dá um abraço no meu primo? Também sinto a falta dele.


(Baseado em fatos reais.)
Pauta para a edição cartas do projeto Bloínquês.
Nota:9,05

Então você veio.

outubro 14, 2010

Me pego pensando no que eu faria se não te conhecesse, como eu seria. Mas apago isso da memória. Eu sei que viveria, mas uma parte de mim estaria morta. Porque ela nasceu quando conheci você.
Às vezes te observo, olho dentro dos teus olhos. E se não fôssemos assim? Um para o outro, o que seria de nós?! São questões que meu coração insistem em ter, mesmo que você esteja aqui, do meu lado, me amando e sem nenhum sinal de me deixar. Me perdoa se penso isso, é que ser humano é tão amedrontado, que eu penso o que aconteceria se, se... Mas, você veio e está aqui.


Inspiração : Filme- Penelope.


Ela

outubro 10, 2010

Ela se prende nas cordas soltas. Esperando que alguém venha salvá-la. Mas por quê? Ela não consegue ver como a vida foi injusta. E se ela morresse ali não ia ser lembrada. Seu choque foi tamanho. Eu não vou ser lembrada, pensou. Tentou sair das malditas cordas, mas foi em vão. Uma se prendia ao redor do seu pescoço, quanto mais se debatia mais apertava. A injustiça de seus pensamentos lançavam lágrimas em seu rosto mágico, com uma íncrivel beleza. Por quê?. Será que vão me odiar pelas escolhas que eu fiz?, se perguntou. Ela não sabia responder. Tentou novamente sair das cordas que a envolviam. Prometeu a si mesma que melhoraria. Que amaria e retribuiria. Cansou de lutar, faltava-lhe ar. Parou. Chorou. E as lágrimas se desfizeram em seu corpo. Será que vou sair daqui algum dia?, já se desesperava.Até que ela ver alguém correr na sua direção, alguém desconhecido. Retirou-a de lá e ela agradeceu, já agia como antes, então lembrou da sua promessa. Tratou de conhecer aquele a quem a salvara. E um sorriso brotou em seu rosto martirizado pelas lágrimas, ele sorriu em retribuição. Ela soube que algo mudara dentro dela, nunca soubera o que era compaixão e aquele desconhecido mostrou a ela. Agora poderei ser lembrada, pensou...


Nota: 9,0

Tangível

outubro 07, 2010

Quando eu olho pra você. E vejo ela em seus olhos. Eu penso, Ele está apaixonado.
Quando eu toco em você. E você sorri. Eu penso, foi só um toque.
Quando conversamos. E você fala dela. Eu penso, é só ela e ninguém mais.
Quando rimos. E você me olha. Eu penso, deve ser bem melhor com ela.
Quando eu choro. E você me abraça. Eu penso, por quê?
Quando nos abraçamos. E você aperta tão forte. Eu penso, como seria com ela?
Ela e você.
Como seria comigo? Eu me pergunto.
Eu não o amo, eu sinto isso. Mas eu gosto de você comigo, eu gosto do seu riso, do seu abraço, até gosto quando fala dela. Eu apenas me pergunto. Como seria comigo? Uma pergunta que nunca será respondida. Eu não me arrependo por não ser nós. Fico feliz por ser vocês.

Erro

outubro 02, 2010

É inútil acreditar que nunca fiz nada. Porque eu sei que fiz, mesmo não querendo.
Olhar para o horizonte, fixar-me em algo sólido, é algo que eu faço de vez em quando, tentando tirar todos os pensamentos inoportunos de mim. 
Quando você estava aqui, tudo era mais fácil, esquisito talvez, mas fácil.Te perder de uma maneira estúpida, dói aqui dentro, do jeito que eu sempre vi todos aqueles atores interpretarem, do jeito que eu vi naqueles filmes que eu dizia que era bobagem. 
Eu fiz a minha sorte com você e joguei do lado errado, apostei e errei. 
Eu sou o erro, tento consertar-me a cada dia. Eu fiz algo mesmo não querendo, eu sei que fiz...eu disse não te amo, não te quero, me deixe ir . Mas não era bem isso que eu estava pensando,por isso estou aqui hoje, tentando me livrar de tudo que você me trouxe e de tudo que eu causei, 
porque eu perdi você e a culpa foi somente minha, porque eu sou o erro e sempre serei.

Nota: 9,0
 
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